COLUNA: Proibição de celular na escola – Destruição de cérebros – Responsabilidade dos pais – Carnaval – O perigo das drogas ronda as famílias – Descaso com a criminalidade

Celular na escola

A proibição de celulares no ambiente escolar, apesar de uma tarefa desafiadora, vem sendo bem recebida por professores e boa parte dos pais, mas nem tanto por alunos. Curioso é precisar de lei para isso. Se não fosse a perda de autoridade da escola e de professores, bastaria um acordo pedagógico com os estudantes e famílias nas escolas. Estaria resolvido. Agora, com a lei, criou-se outro problema para professores e gestores escolares. Eles vão precisar muito da compreensão de pais e responsáveis, e, imprescindivelmente, do respaldo das secretarias de Educação, estaduais e municipais. É que a Lei não prevê nenhum tipo de sanção para o aluno que descumprir a regra. Por isso, a escola e seus professores e gestores precisam ser respaldados e não tolhidos de fazerem, por exemplo, advertência aos alunos que descumprirem a lei; recolher o celular e entregar apenas aos pais e, na reincidência, o aluno ser proibido de levar o celular na escola.

E os pais?

É uma incógnita. O bom senso manda que, para garantir o cumprimento da Lei nº 15.100/2025, e para o bem dos próprios alunos, os pais e responsáveis devem adotar medidas que auxiliem seus filhos a respeitarem as normas estabelecidas pela escola e demais instituições de ensino, bem como demonstrar os prejuízos causados ao aprendizado pelo uso do celular em sala de aula. Para isso, pais e responsáveis devem estar cientes das regras e colaborar ativamente, orientando os estudantes sobre a importância do “não” uso de celular no ambiente escolar.

Algumas sugestões

Os pais e responsáveis devem exercer seu papel de conscientização legal aos filhos, assegurando que eles cumpram a Lei nº 15.100/2025 e contribuam para um ambiente escolar mais disciplinado e propício ao aprendizado. Para isso, é preciso que adotem algumas medidas como: Explicar aos filhos a importância da restrição ao uso de celulares em sala de aula e como isso beneficia o aprendizado; enfatizar que a escola é um ambiente de estudo e que o uso de dispositivos eletrônicos prejudica a concentração e o desempenho do aluno; verificar regularmente se os filhos estão cumprindo as regras da escola sobre o uso de celulares; orientar os filhos sobre as sanções previstas quanto ao uso indevido do celular na escola; nunca apoiar ou estimular o filho em atos de desobediência às normas estabelecidas pela escola; e, em casa, estabelecer limites, acompanhar e disciplinar os filhos no uso do celular.

Destruição de cérebros

Em entrevista ao jornal Zero Hora do último dia 14, o neurofisiologista francês, escritor e pesquisador, Michel Desmurget busca mostrar, de um lado, os riscos do uso de aparelhos como celulares e tablets para um cérebro em desenvolvimento e, de outro lado, os benefícios do hábito da leitura como forma de estimular a cognição e a inteligência emocional. Alerta que “o tempo de tela está destruindo o cérebro de crianças e adolescentes”. Se um aluno usa o celular durante a aula, é um desastre, disse. Não há um único estudo que demonstre um efeito positivo do uso do celular em aula. No máximo, alguns mostram que não há efeito nenhum, mas a maioria aponta prejuízos. Para os jovens, a exposição excessiva pode causar disfunções no sistema de recompensa cerebral. E questiona: Por que não tomar medidas para proteger os jovens? Excelente pergunta a pais e responsáveis. Pense nisso.

Aliás

Na noite desta terça-feira, a secretaria da Educação de Santo Augusto promoveu importante palestra aos pais sobre a proibição do uso de celular na escola. A palestrante, professora Sirlei Rigodanzo, destacou sobre os malefícios do uso excessivo dos aparelhos eletrônicos por crianças e adolescentes no ambiente escolar, e foi além, enfatizou a responsabilidade dos pais, que devem rever seus conceitos sobre a questão também no ambiente familiar, estabelecer limites aos seus filhos para que não fiquem horas e horas no quarto atentos ao celular, isolados, sem conversar, desassistidos e acessando o que bem entender. Enfim, mostrou que se a família não fizer um trabalho em conjunto, uma lei por si só não vai resolver. Espera-se que pais e mães lá presentes tenham captado a mensagem levada pela palestrante em prol das crianças e adolescentes. Matéria detalhada sobre a palestra está nesta edição, produzida pelo assessor de Comunicação da prefeitura, Celso Perussato.

Carnaval

Estamos em pleno tempo de carnaval. O carnaval é para os brasileiros a festa mais esperada do ano. Diferente de todas as outras, é o momento de se divertir como nunca, é como se vivesse cada dia como se fosse o último. No meio da festa mais sensual brasileira, para muitos, vale tudo, de experimentar coisas novas a fazer tudo o que tem vontade. No entanto, é sempre bom lembrar que algumas ações podem ter consequências para além dos dias de folia, até mesmo para a vida inteira. Portanto, curtir de maneira intensa, mas com responsabilidade é fundamental para um divertimento saudável e seguro. Regada pelo álcool e por tudo mais que tem direito, a diversão proporcionada pelo carnaval pode se tornar um pesadelo para aqueles que não se cuidam. Portanto, lembre-se, após os dias de folia ainda existe vida!

Que chato!

É chato, mas não tem jeito. O assunto, por mais que incomode, tem que ser discutido. Não tem idade e nem classe social para que o perigo das drogas ronde sua família. Além da maconha, do crack, da cocaína, existem as drogas lícitas. Muitas vezes esquecidas ou subestimadas por serem legais, o álcool e o cigarro iniciam o jovem em um caminho perigoso. É na adolescência que acontece a chamada fase de experimentação. Inevitavelmente, os adolescentes passam por uma série de inseguranças e não conseguem medir as consequências de seus atos. Incentivados por colegas ou pelo ambiente social, ou apenas por imaginarem uma solução rápida para uma crise depressiva, os jovens começam a beber e a fazer uso de tabaco sem acreditar que isso possa se tornar um vício e abrir janelas e portas para as drogas ilícitas. Não esqueça, “além de destruir a vida do usuário e desconstituir famílias, as drogas ilícitas financiam o tráfico e a criminalidade”.

Leia e reflita

Dentre os males que assolam a sociedade brasileira, embora possa parecer estranho para alguns, a droga figura como um de seus grandes expoentes. Esse mal atinge a humanidade principalmente de quatro formas: primeiro, a pessoa-usuária, que vive amarrada a um sistema de criminalidade para adquirir a droga, substância destruidora de sua própria saúde; segundo, a família da pessoa-usuária que, dia após dia, é carcomida pelo sofrimento de acompanhar um ente querido destruir paulatinamente a própria vida, em razão de sua dependência química; terceiro, o Estado, por assistir sua autoridade sendo afrontada e confrontada pela ação dos traficantes; e quarto, a sociedade, que vive aterrorizada pelas ações criminosas, movidas em torno do tráfico de drogas, onde furta-se, rouba-se e mata-se em decorrência da maldita da droga. Então, como você já leu, reflita, não use droga e conscientize seu próximo a não usar.

Descasos com a criminalidade

O sistema de segurança pública, para ser eficaz, precisa, evidentemente, ser operado como um todo orgânico. Não adianta a polícia prender criminosos que, em que pese a gravidade dos delitos de que são acusados, logo são liberados em audiência de custódia. De que adiantam condenações pesadas se fatores psicossociais e criminológicos são mal avaliados pelo Judiciário no momento de decisão sobre a progressão do regime de pena? O crime prospera quando grassa a impunidade. Ao flexibilizar a execução das penas e permitir que criminosos perigosos retornem às ruas sem uma análise criteriosa do risco que representam à sociedade, o Judiciário compromete a eficácia do trabalho policial e, sobretudo, a segurança dos cidadãos em geral. É preciso haver uma mudança radical na Justiça, de forma a não só majorar a penalidade de crimes hediondos, mas, principalmente, para que o criminoso cumpra na íntegra a pena que lhe foi imposta. Basta de passar pano na cabeça de adolescentes e adultos criminosos em nome do Estatuto da Criança e do Adolescente e dos Direitos Humanos. Basta de impunidade.

Falando de impunidade…

Reclama-se, aqui e acolá, da falta de policiamento nas ruas, da falta de contingentes etc. Entretanto, acredito que o maior problema não é o policiamento, e sim a impunidade. Os bandidos sabem que nada vai acontecer caso pratiquem crimes. É comum ver bandidos, com várias passagens pela polícia, praticando os mesmos crimes. Se sofressem punições severas, ficando realmente presos e sem direito a benesses, certamente iriam rever sua conduta e pensar se valeria mesmo a pena praticar crimes. Enfim, o maior problema do Brasil, hoje, chama-se impunidade.

RADAR

A maioria das escolas não tem armário nem para guardar o seu material, imagina ter armário para guardar celulares dos alunos. Lembre-se que a escola é o lugar propício para a criação, discussão e estabelecimento de regras. Estimulando o aluno a participar da discussão, ele será sujeito de suas ações, o que dará responsabilidade de cumprir o combinado. Toda regra construída com a participação dos alunos é mais fácil de ser aceita, já que partirá deles o consenso de onde deixar o celular.

 

 

 

 

 

 

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